terça-feira, 25 de agosto de 2009

Descomplicando a Dermatite de Contato

Dermatite ou eczema de contato representa 3,9% de todas as visitas aos consultórios dermatológicos, conforme senso realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Quando consideramos as dermatoses ocupacionais (as que ocorrem no ambiente de trabalho) este valor aumenta para 70%. Tal estatística mostra a importância desta doença. Mas, o que é a dermatite de contato?

Dermatite de contato é um termo utilizado para descrever processos irritativos da pele desencadeados por agentes externos. Os quadros podem ser decorrentes de contato tanto por substâncias cáusticas como por substâncias alérgenas. Com as substâncias causticas não há participação do sistema imune, existe lesão por ação direta da substância sobre a pele, logo o processo não é considerado “alérgico”. Por outro lado, nos casos desencadeados pelas substâncias alérgenas, o sistema imunológico é estimulado a “atacar” a pele e causar uma verdadeira “alergia”. Desta forma, poderíamos dividir a dermatite de contato em alérgica e não alérgica (ou por irritante).

Alguns fatores podem influenciar no surgimento da dermatite de contato, dentre eles: as características das substâncias, o local da pele afetada, o tempo e o tipo de contato, os fatores climáticos (humidade e temperatura), a luz solar, além de outros. Isto torna sua classificação clínica um pouco mais complexa. Então, de forma didática, podemos classificar a dermatite de contato (DC) da seguinte maneira:

DC por irritantes subjetivos – quadros leves que surgem após breve contato em áreas de pele fina, como a face;

DC por irritantes agudos – são substâncias com grande capacidade cáustica e decorre de um ou poucos contatos;

DC por irritantes cumulativos – decorre de exposição recorrente a irritantes “fracos”, que podem ser molhados (detergentes, solventes, sabões) ou secos (baixa humidade, calor, poeiras e pós);

DC alérgica – somente pode ocorrer após o primeiro contato com substância com capacidade de estimular o sistema imune;

Fotoalergias – quadros que são desencadeados ou agravados após exposição solar;

DC sistêmica – quando existe ingestão de uma substância em que houve sensibilização (exposição) prévia.

Com uma melhor compreensão sobre a definição e uma breve idéia da classificação fica mais fácil entender alguns conceitos. O primeiro e o mais questionado é sobre a indicação de testes diagnósticos. Não existe exame de sangue capaz de diagnosticar a dermatite de contato. O teste de contato é o exame de escolha para casos suspeitos, mas não é infalível. Além de não ser capaz de identificar casos desencadeados por irritantes, pode, em algumas situações, dar resultado falseado.

Na avaliação da dermatite de contato, o dermatologista é fundamental para o diagnóstico e, a aderência ao tratamento é essencial para o sucesso. A terapêutica se baseia, principalmente, no retirada da substância desencadeadora do quadro. Além de medidas de adequada proteção se necessidade inequívoca de reexposição à mesma. A medicação a ser utilizada dependerá do estágio em que a doença se encontra.

Prevenir é o melhor remédio!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Os "3R's" do Rejuvenescimento Facial

O rejuvenescimento facial é o ato de prevenir ou tratar o envelhecimento da face. Este é um fenômeno caracterizado pela perda da elasticidade da pele, pela queda dos tecidos, músculos e gordura, pelo crescimento das cartilagens e pela absorção óssea.

Seguindo a tendência mundial de tratamento global da face, um dermatologista norte-americano criou os 3R’s do rejuvenescimento facial, que resume perfeitamente as necessidades da pele envelhecida. São eles:

Renovar a pele

Renovar a pele significa tratar as manchas que se formam ao longo dos anos (principalmente pela exposição solar), atenuar as rugas mais superficiais e recuperar a maciez e o brilho do rosto. As técnicas mais indicadas são os peelings químicos, de Cristal e os lasers.

Relaxar os músculos

As rugas dinâmicas ou rugas de expressão se formam pela ação dos músculos durante a mímica facial. A toxina botulínica (popularmente conhecida como Botox®) é o tratamento mais eficaz, pois atua relaxando a musculatura desejada, suavisando as rugas já existentes e prevenindo a formação de novas rugas.

Recuperar o volume e redefinir os contornos faciais

Como conseqüência do envelhecimento, ocorre a degradação do ácido hialurônico natural da pele. Desta forma, o rosto perde volume e contorno. Surgem as rugas estáticas e os sulcos se tornam mais profundos. Os procedimentos recomendados neste caso são: o preenchimento com ácido hialurônico, que repõe volume perdido e preenche os sulcos, e a estimulção do colágeno (proteína que constitui os tecidos de sustentação da pele) com o ácido-l-polilático (Sculptra®), que remodela a face.

Um rosto jovem não é apenas aquele livre de rugas, mas com volume, contornos bem definidos, luminosidade e uniformidade. Portanto, o rejuvenescimento facial deve ser tridimencional e considerar o tratamento do rosto em sua totalidade. O resultado será um rejuvenescimento com equilíbrio, naturalidade e harmonia.

domingo, 2 de agosto de 2009

Unhas postiças e risco de câncer de pele

As unhas artificiais vem a cada dia se tornando mais populares. O seu uso é tanto para o aumento cosmético das unhas, assim como para proteção no caso de pessoas que têm o hábito de roe-las.

O problema é que para a aplicação de algumas destas unhas artificiais (como a de acrigel e de fibra de seda) utiliza-se um equipamento que emite radiação ultravioleta (UV). A composição da luz UV deste aparelho é semelhante ao das câmaras de bronzeamento (95% UVA e 5% UVB) assim como a quantidade de radiação recebida por metro quadrado.

Os fabricantes destas câmaras de emissão de luz UV para as unhas alegam que as lâmpadas servem para limpar as unhas, matar bactérias residuais e torna-las mais saudáveis. Os salões utilizam estas câmaras para a aplicação de unhas postiças, secagem de polimentos e sobre películas “protetoras”.

Atualmente, as câmaras de bronzeamento são consideradas fatores de risco para o surgimento de câncer de pele, como explicado em artigo anterior. Por analogia de raciocínio os procedimentos de unha que necessitam de exposição UV também devem ser considerados de risco para o surgimento de câncer de pele. Para corroborar com esta afirmação, foi publicado em conceituada revista de dermatologia - “Archives of Dermatology” de Julho de 2009 - relato de casos de câncer de pele nas mãos de pessoas que se expunham à câmara UV para as unhas.

Caso queira usar unhas postiças, não utilize métodos que precisem de exposição UV.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Câmaras de Bronzeamento - risco comprovado para o surgimento do câncer de pele

Os raios solares além de provocarem o envelhecimento da pele, são carcinógenos grupo 1, ou seja, existe comprovada relação entre a exposição solar e aumento de risco de surgimento de câncer de pele. Durante um longo período este efeito foi atribuido aos raios ultrvioletas B (UVB), porém atualmente sabe-se que os raios ultravioletas A (UVA) também são carcinogênicos.

As câmaras de bronzeamento são fontes de raios ultravioleta. São muito utilizadas por mulheres para manter o "bronze"principalmente, em locais onde o Sol não se faz presente de forma constante. Uma revisão recente da Organização Mundial da Saúde e a Agência Internacional de Investigação sobre o Câncer, reclassificou estas câmaras do grupo 2A (provavelmente carcinogênicos) para o grupo 1, onde existe suficiente evidência para relacionar o bronzeamento artificial e o risco de câncer de pele.

Quando a utilização destas câmaras se inicia antes dos 30 anos de idade, o risco de melanoma aumenta em 75%. Devemos lembrar que o melanoma é o câncer de pele mais letal e afeta jovens com grande frequência. O risco de melanoma ocular também encontra-se aumentado.

Com esta revisão fica sacramentado que o bronzeamento artificial com uso de luzes não deve ser realizado por nínguem.

Agora, o que fazer se existe uma grande vontade de adquirir àquela coloração bronze?

Procure o seu dermatologista, pois existem alternativas saudáveis e sem risco para a sua saúde.

E não se esqueça: faça o auto-exame da pele regularmente!

sábado, 25 de abril de 2009