domingo, 2 de agosto de 2009

Unhas postiças e risco de câncer de pele

As unhas artificiais vem a cada dia se tornando mais populares. O seu uso é tanto para o aumento cosmético das unhas, assim como para proteção no caso de pessoas que têm o hábito de roe-las.

O problema é que para a aplicação de algumas destas unhas artificiais (como a de acrigel e de fibra de seda) utiliza-se um equipamento que emite radiação ultravioleta (UV). A composição da luz UV deste aparelho é semelhante ao das câmaras de bronzeamento (95% UVA e 5% UVB) assim como a quantidade de radiação recebida por metro quadrado.

Os fabricantes destas câmaras de emissão de luz UV para as unhas alegam que as lâmpadas servem para limpar as unhas, matar bactérias residuais e torna-las mais saudáveis. Os salões utilizam estas câmaras para a aplicação de unhas postiças, secagem de polimentos e sobre películas “protetoras”.

Atualmente, as câmaras de bronzeamento são consideradas fatores de risco para o surgimento de câncer de pele, como explicado em artigo anterior. Por analogia de raciocínio os procedimentos de unha que necessitam de exposição UV também devem ser considerados de risco para o surgimento de câncer de pele. Para corroborar com esta afirmação, foi publicado em conceituada revista de dermatologia - “Archives of Dermatology” de Julho de 2009 - relato de casos de câncer de pele nas mãos de pessoas que se expunham à câmara UV para as unhas.

Caso queira usar unhas postiças, não utilize métodos que precisem de exposição UV.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Câmaras de Bronzeamento - risco comprovado para o surgimento do câncer de pele

Os raios solares além de provocarem o envelhecimento da pele, são carcinógenos grupo 1, ou seja, existe comprovada relação entre a exposição solar e aumento de risco de surgimento de câncer de pele. Durante um longo período este efeito foi atribuido aos raios ultrvioletas B (UVB), porém atualmente sabe-se que os raios ultravioletas A (UVA) também são carcinogênicos.

As câmaras de bronzeamento são fontes de raios ultravioleta. São muito utilizadas por mulheres para manter o "bronze"principalmente, em locais onde o Sol não se faz presente de forma constante. Uma revisão recente da Organização Mundial da Saúde e a Agência Internacional de Investigação sobre o Câncer, reclassificou estas câmaras do grupo 2A (provavelmente carcinogênicos) para o grupo 1, onde existe suficiente evidência para relacionar o bronzeamento artificial e o risco de câncer de pele.

Quando a utilização destas câmaras se inicia antes dos 30 anos de idade, o risco de melanoma aumenta em 75%. Devemos lembrar que o melanoma é o câncer de pele mais letal e afeta jovens com grande frequência. O risco de melanoma ocular também encontra-se aumentado.

Com esta revisão fica sacramentado que o bronzeamento artificial com uso de luzes não deve ser realizado por nínguem.

Agora, o que fazer se existe uma grande vontade de adquirir àquela coloração bronze?

Procure o seu dermatologista, pois existem alternativas saudáveis e sem risco para a sua saúde.

E não se esqueça: faça o auto-exame da pele regularmente!

sábado, 25 de abril de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Quelóide - distúrbio da cicatrização que não se restringe à estética

O quelóide, que é conhecido desde a antiguidade, decorre de um processo de cicatrização inadequado e exagerado. A sua formação normalmente ocorre após feridas cirúrgicas, procedimentos não médicos como "piercing" e tatuagem, mas pode decorrer de feridas do cotidiano (após picada de inseto, arranhões) e há relatos de surgimento espontâneo. Tronco, ombros e pavilhões auriculares são as regiões onde mais se desenvolvem os quelóides.

Os quelóides podem causar dor, ardor, coceira, além de poderem evoluir com ulcerações e feridas. Desta forma, não podemos entender que o quelóide é uma sequela cicatricial somente com implicação estética, ou seja, além do já sabido efeito deletério sobre o bem estar mental e social do indivíduo, o bem estar físico pode ou poderá também ser comprometido.

Quem pode desenvolver quelóide? A rigor, qualquer pessoa pode desenvolver, mas devemos ter em mente que a raça negra possui maiores possibilidades. História pessoal e familial de quelóide são outros fatores de risco importantes. Não devemos confundir o quelóide com a cicatriz hipertrófica (confusão comum, inclusive entre os profissionais de saúde), pois são entidades clínicas distintas com diferentes prognósticos.

Ainda não existe o tratamento ideal para o quelóide, fato que em parte reflete o conhecimento, somente parcial, sobre a sua formação. Desta forma a prevenção ainda é a melhor conduta a ser tomada. Pessoas com história familial, pessoal; ou pessoas de pele negra devem evitar cicatrizes cirúrgicas ou estéticas desnecessárias, assim como evitar realização de tatuagem e piercing.

Uma vez o quelóide já presente, o dermatologista é o especialista recomendado para determinar a melhor conduta. Esta irá variar com tipo, localização e tamanho do quelóide, levando em consideração as expectativas do paciente. O foco inicial do tratamento é a eliminação dos sintomas relacionados, seguido da tentativa da redução do quelóide. Eliminação ou retirada do quelóide é possível, mas o acompanhamento com especialista deve ser mantido, por pelo menos 5 anos, para minimizar a chance de recorrência do quadro. Vale ressaltar porém, que a adesão ao tratamento se torna fator decisivo para a resposta final do tratamento.

Evitem o quelóide sempre que possível. Caso ele já esteja presente procurem um dermatologista de confiança e não desanimem (nem o paciente nem o médico)!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Alerta para o uso de anestésico tópico

O FDA (agência americana que corresponde a ANVISA no Brasil) publicou um parecer de saúde pública destacando os possíveis riscos relacionados ao uso abusivo de anestésicos tópicos.

Os anestésicos tópicos são muito utilizados na dermatologia para realização de procedimentos ambulatoriais, tais como retirada de pequenos sinais e lesões, ou antes de procedimentos estéticos. O seu uso se restringe a pequenas áreas com finalidade de proporcionar mais conforto para os pacientes.

Devemos nos ater que toda medicação, mesmo as tópicas, quando utilizadas de forma abusiva podem causar danos ao usuário. No caso da medicação em questão, o uso inadequado pode levar a absorção da medicação para o sangue e levar a arritmia cardíaca, convusão, dispnéia (falta de ar) e em casos extremos o paciente pode morrer.

Infelizmente, os anestésicos tópicos são de fácil aquisição e não sofrem controle rígido das nossas autoridades sanitárias (assim como diversos outros medicamentos). Desta forma, leigos com a melhor das intenções podem adquirir a medicação....

Em primeiro lugar não devemos usar anestésicos tópicos sem a orientação de profissionais treinados (médicos ou dentistas), mas de forma geral considera-se uso inadequado:
  • Aplicar de forma excessiva em grandes áreas
  • Aplicar sobre feridas ou sobre pele irritada
  • Cobrir o anestésico com envoltório térmico
Quais são os pacientes que sofrem o maior risco de complicações ? Mulheres que aplicam a medicação em torno das mamas antes da mamografia e pacientes antes de realização de depilação a laser, quando aplicam a medicação em áreas extensas antes do procedimento. Lembrar que devemos ter particular cuidados com as crianças.

Não usem anestésico tópico sem a orientação profissional.